Especificidade de Cerotelium fici a Morus nigra e Ficus carica | Specificity of Cerotelium fici to Morus nigra and Ficus carica
2024
Lima, Lila Soares | Del Ponte, Emerson Medeiros | http://lattes.cnpq.br/9958855906696335 | Amorim, Lilian
As ferrugens da figueira e da amoreira são causadas pelo fungo Cerotelium fici e os seus sintomas em folhas podem levar à queda precoce das folhas. O estudo objetivou caracterizar: 1) os aspectos morfométricos dos urediniósporos durante o processo germinativo de isolados oriundo da figueira e da amoreira; e 2) os processos de infecção, colonização e reprodução do patógeno por meio de experimentos de inoculação cruzada, ou seja, figueiras e amoreiras foram inoculadas com isolados de C. fici provenientes dos dois hospedeiros, formando combinações co-específicas e heteroespecíficas. As avaliações de germinação de urediniósporos e formação de apressório do fungo foram realizadas por meio de micrografias obtidas por microscopia eletrônica de varredura. Cinco plantas sadias de cada hospedeiro foram inoculadas com suspensões de esporos e mantidas em casa de vegetação, em experimentos repetidos uma vez. Foram avaliados o período de incubação, o número de lesões por folha, a severidade da doença e o número de esporos nas lesões. Urediniósporos foram coletados para avaliações morfométricas, e a colonização do tecido foliar foi realizada ao final do experimento com medida de área da lesão antes e depois da coloração com azul de tripano. Foi observado uma elevada percentagem de germinação (>78%) dos urediniósporos em folhas de ambos hospedeiros. No entanto, a formação de apressórios foi baixa na amoreira (<5,8%) quando inoculada com o isolado oriundo da figueira. Os urediniósporos apresentaram valores semelhantes de comprimento (21,9-25 µm), largura (17,2-18 µm) e espessura (~0,9 µm) da parede celular. As áreas das lesões antes e após a coloração foram sempre menores em amoreira do que em figueira. O número de lesões por folha foi consistentemente menor em amoreira (5,67 a 553,87) do que em figueira (89,33 a 5180,9). A severidade variou conforme o hospedeiro e as condições ambientais, sendo de 0,047-8,4% e 8,4-32,2% em amoreira e figueira, respectivamente. Conclui- se que o isolado da amoreira foi capaz de infectar a figueira, mas o isolado da figueira não foi capaz de infectar a amoreira. A figueira se mostrou mais suscetível aos dois isolados do que a amoreira. Palavras-chave: amora-preta, figueira, epidemiologia.
اظهر المزيد [+] اقل [-]Rust diseases in the fig tree and mulberry tree are caused by the fungus Cerotelium fici, and their leaf symptoms can lead to early leaf drop. The study aimed to characterize: 1) the morphometric aspects of urediniospores during the germination process of isolates from the fig tree and mulberry tree; and 2) the processes of infection, colonization, and reproduction of the pathogen through cross-inoculation experiments. In other words, fig trees and mulberry trees were inoculated with C. fici isolates from both hosts, forming co-specific and heterospecific combinations. Germination of urediniospores and formation of appressoria by the fungus were evaluated using micrographs obtained through scanning electron microscopy. Five healthy plants of each host were inoculated with spore suspensions and kept in a greenhouse, with experiments repeated once. The incubation period, number of lesions per leaf, disease severity, and spore count in the lesions were assessed. Urediniospores were collected for morphometric evaluations, and colonization of leaf tissue was measured before and after staining with trypan blue. A high germination percentage (>78%) of urediniospores was observed in leaves of both hosts. However, appressorium formation was low in mulberry (<5.8%) when inoculated with the isolate from the fig tree. Urediniospores showed similar values for length (21.9-25 µm), width (17.2-18 µm), and thickness (~0.9 µm) of the cell wall. Lesion areas before and after staining were consistently smaller in mulberry than in fig tree. The number of lesions per leaf varied, consistently being lower in mulberry (5.67 to 553.87) than in fig tree (89.33 to 5180.9). Disease severity varied depending on the host and environmental conditions, ranging from 0.047% to 8.4% in mulberry and 8.4% to 32.2% in fig tree. It is concluded that the mulberry isolate is capable of infecting the fig tree, but the fig tree isolate cannot infect mulberry. The fig tree showed greater susceptibility to both isolates than mulberry. Keywords: rust, fig tree, mulberry tree, cross-infection.
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