Relação entre a 1,2-o-dilauril-rac-glicero-3-ácido glutárico-(6’metilresorufina) éster (DGGR) Lipase e ecografia pancreática em felinos
2020
Coimbra, Daniela Viveiros | Jesus, Sandra de Oliveira Tavares de Sousa | Ferreira, Rui Domingos da Mata Lemos (Tutor)
Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
اظهر المزيد [+] اقل [-]A pancreatite é atualmente considerada a doença mais comum do pâncreas exócrino no gato. Contudo, o diagnóstico ante-mortem continua a ser um desafio pela sua apresentação clínica inespecífica e subtil. O exame ecográfico é uma técnica imagiológica com sensibilidade baixa e variável e com utilidade limitada para o diagnóstico de pancreatite felina (PF). Não obstante os diversos estudos existentes, é necessário continuar a avaliar e atualizar segundo a evolução do conhecimento da doença e da tecnologia disponível incluindo testes laboratoriais recentes e cada vez mais utilizados na prática clínica, tal como a 1,2-o-dilauril-rac-glicero-3-ácido glutárico-(6’metilresorufina) éster (DGGR) Lipase. O principal objetivo é avaliar a relação entre a DGGR-Lipase e a ecografia abdominal em gatos com suspeita clinica de pancreatite e valores de DGGR-Lipase >25 U/L (consistente com diagnóstico de pancreatite), nomeadamente obtenção da sensibilidade da ecografia no diagnóstico da PF, prevalência dos sinais ecográficos e valores médios de DGGR-Lipase para os diferentes sinais ecográficos pancreáticos e extra-pancreáticos. O estudo incluiu 46 gatos com valores de DGGR-Lipase acima dos valores de referência e exame ecográfico realizado com um intervalo máximo de 72h entre os dois exames. Usando o aumento da atividade sérica da DGGR-Lipase como marcador de pancreatite em gatos com suspeita clínica, a sensibilidade da ecografia foi variável (21,7 a 73,9%), dependendo dos critérios ecográficos considerados. Verificou-se que os sinais ecográficos mais prevalentes foram parênquima pancreático hipoecogénico, aumento da espessura do pâncreas e espessamento difuso da parede do intestino delgado sem perda de camadas. Gatos com aumento da espessura do pâncreas, parênquima hipoecogénico, lesões focais pancreáticas e reatividade mesentérica peri-pancreática, isoladamente ou em conjunto, apresentaram valores de DGGR-Lipase significativamente superiores em relação aos animais sem estes sinais ecográficos. Concluiu-se que, devido à natureza da doença nos gatos, não podem ser aplicados critérios ecográficos estritos em prejuízo da sensibilidade do diagnóstico ecográfico de PF. A presença de um ou dois dos três sinais ecográficos (aumento de espessura, parênquima pancreático hipoecogénico e reatividade mesentérica peri-pancreática) poderá ser um bom critério para considerar fortemente a suspeita e/ou presença de PF, para além da presença de outros sinais extra-pancreáticos. Estes três sinais ecográficos tradicionalmente associados a PF apresentam valores superiores de DGGR-Lipase e sugerem uma possível relação com situações de maior grau de inflamação. Assim, a aplicabilidade da ecografia permanece limitada sendo um exame complementar que não deve ser utilizado isoladamente na exclusão ou diagnóstico de PF.
اظهر المزيد [+] اقل [-]ABSTRACT - Pancreatitis is currently considered the most common disease of the exocrine pancreas in the cat. However, ante-mortem diagnosis remains a challenge due to its nonspecific and subtle clinical presentation. The ultrasound is an imaging technique with low and variable sensitivity and with limited utility for the diagnosis of feline pancreatitis (FP). Despite several published studies, it is necessary to continue to evaluate and update according to the evolution of knowledge of the disease and available technology, including recent laboratory tests and increasingly used in clinical practice, such as the 1,2-O-Dilauryl-Rac-Glycero-3-Glutaric Acid-(6’Methylresorufin) (DGGR) Lipase. The main objective of this study is to evaluate the association between DGGR-Lipase and abdominal ultrasound in cats with clinical suspicion of pancreatitis and DGGR-Lipase values> 25 U / L, consistent with a diagnosis of pancreatitis,, to determine the sensitivity of ultrasound in the diagnosis of FP, as well as the prevalence of echographic signs in cats with pancreatitis. It is also our objective to determine the mean values of DGGR- Lipase for the different pancreatic and extra-pancreatic ultrasound signs. The study included 46 cats with DGGR-Lipase values above the reference values and an ultrasound examination performed within a maximum of 72 hours between both exams. Using the increased serum activity of DGGR-Lipase as a marker of pancreatitis in cats with clinical suspicion, the sensitivity of the ultrasound was variable (21.7 to 73.9%), depending on the ultrasound criteria considered. The results showed the most prevalent ultrasound signs were hypoechogenic pancreatic parenchyma, increased pancreas thickness and diffuse thickening of the small intestine wall without loss of layers. Cats with increased pancreas thickness, hypoechogenic parenchyma, pancreatic focal lesions and peri-pancreatic mesenteric reactivity, alone or together, presented DGGR-Lipase values significantly higher than animals without these echographic signs. We concluded that, due to the nature of the disease in cats, strict ultrasound criteria cannot be applied to the detriment of the sensitivity of the ultrasound diagnosis of PF. The presence of one or two of the three ultrasound signs (thickening, hypoechogenic pancreatic parenchyma and peri-pancreatic mesenteric reactivity) may be a good criterion to strongly consider the suspicion and/or presence of FP, in addition to the presence of other extra-pancreatic signs. These three echographic signs traditionally associated with FP present higher values of DGGR-Lipase and suggest a possible relationship with a higher degree of inflammation. Therefore, the applicability of ultrasound remains limited, being a complementary exam that should not be used alone in the exclusion or diagnosis of FP.
اظهر المزيد [+] اقل [-]الكلمات المفتاحية الخاصة بالمكنز الزراعي (أجروفوك)
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