Estudo parasitológico de cinco parques caninos na área metropolitana de Lisboa
2023
Jardim, João Francisco Gama | Carvalho, Luís Manuel Madeira de | Monteiro, Carla Alexandra Almeida (Tutora)
Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, na área científica de Sanidade Animal
اظهر المزيد [+] اقل [-]Na prática da clínica de animais de companhia os parasitas gastrointestinais (PGI) são dos agentes infeciosos mais prevalentes e constituem uma das principais causas de doença gastrointestinal em cães. Em contrapartida, já foi relatada a contaminação ambiental em parques urbanos, por fezes de cães indevidamente eliminadas e que se encontram parasitadas, sugerindo que os parques caninos (PC) são potenciais fontes de infeção. Esta dissertação tem como objetivo caracterizar a população parasitária presente nos cães que frequentam os PC e atualizar o conhecimento epidemiológico existente através de copromicroscopia. Em cada um dos cinco PC estudados foram colhidas 15 amostras de fezes de cão e realizado um questionário presencial aos detentores de cada cão. No Laboratório de Parasitologia e Doenças Parasitárias da FMV-ULisboa foram processadas 75 amostras de fezes tendo sido, posteriormente, analisadas através de duas técnicas - Mini-FLOTAC (MF) e esfregaço fecal. Na técnica de MF foi utilizada a solução de Sacarose e a solução de Sulfato de Zinco. Nos esfregaços fecais foi utilizada a coloração modificada de Ziehl Neelsen. Destas 75 amostras apenas três foram positivas (4%), duas para Ancylostoma caninum (2,67% do número total de amostras e 66,7% do total de amostras positivas) e uma para Uncinaria stenocephala (1,33% do número total de amostras e 33,3% do total de amostras positivas). Os questionários realizados aos tutores permitiram inferir que: dos 73 tutores (97,33%) que desparasitavam regularmente para ectoparasitas, 42 (57,54%) desparasitou há menos de dois meses. Dos 60 cães (80%) que eram desparasitados frequentemente para PGI, 29 destes (48,33%) eram desparasitados trimestralmente e que 27 destes (45%) efetuaram a última desparasitação há menos de dois meses. Relativo ao uso de trela na via pública, 48 cães (64%) passeiam sempre com trela. Da possibilidade de ingestão acidental de outros animais, 62 tutores (82,67%) responderam ser improvável. Sete cães (9,33%) alimentavam-se com dieta crua. Quanto à quantificação da pergunta “apanha sempre os dejetos do seu animal?” em que zero é nunca e dez é sempre, a média da resposta foi de 9,21, a moda de 10. Os resultados obtidos permitiram um melhor conhecimento da epidemiologia das parasitoses gastrointestinais nos PC de Lisboa e salientam a importância do controlo parasitológico dos cães que frequentam estes PC. No entanto, continua a ser necessário realizar estudos adicionais com maior amostragem e outras metodologias de modo que seja possível extrapolar os resultados para todos os PC da área metropolitana em estudo
اظهر المزيد [+] اقل [-]ABSTRACT - PARASITOLOGICAL STUDY OF FIVE DOG PARKS IN THE METROPOLITAN AEREA OF LISBON - In the small animal practice, gastrointestinal parasites are the most prevalent infectious agents found and one of the main causes of gastrointestinal disease in dogs. It has already been reported environmental contamination in urban parks caused by the incorrect disposal of parasitized dog waste, suggesting that dog parks can also be a source of infection. This dissertation aims to characterize the parasitic population present in dogs that attend five dog parks located in the metropolitan Lisbon area and update the knowledge of the epidemiological situation through copromicroscopy. In each of the five dog parks studied, 15 samples of dog feces were collected, and an in-person questionnaire was carried out to the tutors of each canid. At the Laboratory of Parasitology and Parasitic Diseases at FMV-ULisboa, 75 stool samples were processed and subsequently analyzed using two techniques - Mini-FLOTAC (MF) and fecal smear. In the MF technique, the Sucrose solution and the Zinc Sulfate solution were used. The modified Ziehl Neelsen stain was used for feacal smears. Of these 75 samples, only three were positive (4%), two for Ancylostoma caninum (2.67% of the total number of samples and 66.7% of the total number of positive samples) and one for Uncinaria stenocephala (1.33% of the total number of samples and 33.3% of the total number of positive samples). The questionnaires carried out with the tutors inferred that: of the 73 tutors (97.33%) who regularly administered ectoparasiticides, 42 (57.54%) had administered in less than two months. Of the 60 dogs (80%) that were frequently dewormed for gastrointestinal parasites, 29 of these (48.33%) were dewormed quarterly and 27 of these (45%) had their last deworming in less than two months. Twenty tutors (26.67%) stated that they had already identified the presence of gastrointestinal parasites in their animals. Regarding the use of a leash on public places, 48 dog (64%) always walked on a leash. Regarding the possibility of accidental ingestion of other hosts, 62 tutors (82.67%) answered that they were improbable. Seven dogs (9.33%) were fed a raw diet. As for the quantification of the question “do you always pick up your pet’s waste?” the response mean was 9.21 and mode 10. The results obtained allowed a better understanding of the epidemiology of gastrointestinal parasites of the canines attending Lisbon’s dog parks and emphasize the importance of parasitological control of the dogs that frequent these dog parks. However, it remains necessary additional studies with larger sampling and other methodologies so that it is possible to extrapolate the results to all dog parks in the metropolitan Lisbon area
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