Temperatura, conforto térmico e comportamento ingestivo animal em sistema silvipastoril
2019
Nilson Aparecido Vieira Junior | Marcelo Augusto de Aguiar e Silva | Paulo Henrique Caramori | Pablo Ricardo Nitsche | Karlmer Abel Bueno Corrêa | Daniel Soares Alves
O desconforto térmico é uma das principais causas da queda produtiva da pecuária extensiva a pleno sol, sendo a inserção de árvores no sistema a alternativa mais eficiente para atenuar a temperatura e aumentar a produtividade sem a necessidade de explorar novas áreas. Nesse contexto, objetivou-se caracterizar o microclima em um sistema silvipastoril, uma área de refúgio e a pleno sol, além de estimar o conforto térmico e avaliar o comportamento ingestivo dos animais sob sombra. O estudo foi realizado na estação experimental do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), localizada em Ibiporã-PR, em três áreas com manejos distintos: um sistema silvipastoril, um bosque que serve como refúgio dos animais e uma pastagem a pleno sol. Foram instaladas estações meteorológicas automáticas no sistema silvipastoril, uma sob a sombra e outra na distância média perpendicular aos renques, na área de refúgio e no pasto a pleno sol. As variáveis medidas foram temperatura do ar e umidade relativa do ar. As temperaturas médias dos tratamentos arborizados foram comparadas com as do pasto a pleno sol por meio do test t. Valores médios de Temperatura e Índice de Umidade (ITU) foram calculados para cada estação do ano. Analisou-se o comportamento ingestivo animal no sistema silvipastoril em três dias representativos de diferentes estações do ano. Constatou-se diferenças significativas entre os tratamentos sombreados e a pastagem a pleno sol, com redução de temperatura variando entre 0,4 a 1,6 °C nos sistemas sombreados. Ao comparar o conforto térmico animal para as estações do ano, não verificou-se diferenças entre o sistema silvipastoril e refúgio em relação ao pleno sol, sendo indicado monitorar a temperatura corporal animal para melhor estimar sua condição de conforto térmico. Entretanto, ao avaliar o comportamento ingestivo animal evidenciou-se a preferência dos animais por realizar suas atividades sob a sombra das árvores; o sistema silvipastoril propiciou mudanças no seu hábito alimentar, otimizando o tempo de pastejo. Conclui-se que o componente arbóreo influenciou diretamente no microclima dos ambientes estudados, atenuando a temperatura e protegendo os animais contra a incidência direta de radiação solar, proporcionando maior conforto térmico.
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