Aspectos histopatológicos nos rins e globos oculares na leishmaniose canina naturalmente adquirida
2019
Santos, Roseclea Chagas dos | Melo, Stella Maria Barrouin | Melo, Stella Maria Barrouin | Silvestre, Ricardo Jorge Leal, | Pinho, Flaviane Alves de,
The chronic systemic inflammatory response determines clinical manifestations of renal and ocular disease in canine leishmaniasis (CanL) caused by Leishmania infantum. Considering the hypothesis that ophthalmic and renal lesions resulted from inflammation associated with vascular deposition of circulating immune complexes may be equivalent to each other, the present study consisted in the comparative evaluation of clinical and histopathological findings in dogs with different clinical stages of naturally acquired CanL. The objective of the study was to determine the presence and possible equivalence of histological changes in the kidneys and eyes of dogs with CanL, and relation with the severity of the clinical stage. We studied 15 dogs domiciled in endemic areas for zoonotic transmission by L. infantum, whose infection was confirmed by polymerase chain reaction (PCR) in samples of bone marrow and / or splenic aspirates. The dogs were evaluated by physical examination and clinicopathologic, classified in clinical stages I through IV according to the criteria described by the international LEISHVET group, and divided into two experimental groups. Group 1 (G1 = mild-moderate disease) was composed of seven dogs in stages I and II of CanL and whose biological samples were transferred by another research group after euthanasia; Group 2 (G2 = severe-terminal disease) was composed of eight dogs in stages III and IV, who had been treated for CanL but who progressed to natural death due to worsening of the clinical condition or were submitted to euthanasia due to intractable disease and unfavorable prognosis. Fragments of kidneys and ocular bulbs were collected and processed for histopathological analysis by light microscopy. The lesions present in the kidneys and eyes were categorized into gradations of 1 to 4 according to criteria of intensity of histopathological changes. The analysis of renal tissue findings showed that there was a statistical difference between the groups when the scores of baseline membrane thickening (p= 0,026), glomerular deposits (p= 0,016), epithelial necrosis (p= 0,020), tubular dilatation (p= 0,003) and interstitial fibrosis (p= 0,04) were analyzed, such lesions were more intense and frequent in G2 dogs. The sum of the scores of all renal histological changes was also xi higher in G2 (p = 0.002) than in G1. Examination of the eyeballs revealed that uveitis was the most commonly observed alteration, present in 80% (12/15) of the cases. There was statistical difference between the groups when the retinitis scores were analyzed (p = 0.019), which was more intense and frequent in G1 dogs than in G2 dogs. The sum of scores of all ocular histological changes was also higher in G1 (p = 0.033), animals that were not treated at any time, compared to G2 dogs, group with more advanced stages of the disease and with previous treatment history for CanL. The less frequent findings of ophthalmopathies and a greater frequency of renal lesions in the group of dogs that progressed to severe disease even after a history of treatment suggest that the therapy may have been effective in reducing ophthalmic disease but not in the kidney disease associated with CanL.
اظهر المزيد [+] اقل [-]A resposta inflamatória crônica sistêmica determina manifestações clínicas da doença renal e ocular na leishmaniose canina (LCan) causada por Leishmania infantum. Considerando a hipótese de que as lesões oftálmicas e renais resultantes da inflamação associada à deposição vascular de imunocomplexos circulantes podem ter equivalências entre si, o presente estudo consistiu na avaliação comparativa dos achados clínicos e histopatológicos em cães com diferentes estadios clínicos de LCan naturalmente adquirida. Assim, o objetivo do estudo foi determinar a presença e possível equivalência de alterações histológicas em rins e olhos de cães com LCan e relação com a gravidade do quadro clínico. Foram estudados 15 cães de áreas endêmicas para transmissão zoonótica de L. infantum, cuja infecção foi confirmada por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR) em amostras de medula óssea e/ou aspirados esplênicos. Os cães foram avaliados por exame físico e patologia clínica, classificados em estadios clínicos de I a IV, segundo os critérios descritos pelo grupo internacional LEISHVET, e divididos em dois grupos experimentais. O Grupo 1 (G1=doença discreta moderada) foi composto por sete cães em estadios I e II de LCan e cujas amostras biológicas foram cedidas por outro grupo de pesquisa após eutanásia; o Grupo 2 (G2 = doença grave terminal) foi composto por oito cães em estadios III e IV, que haviam sido tratados para LCan mas evoluíram para óbito natural por agravamento do quadro clínico ou foram submetidos à eutanásia devido a doença intratável e prognóstico desfavorável. Fragmentos de rins e bulbos oculares foram colhidos e processados para análise histopatológica por microscopia óptica. As lesões presentes em rins e olhos foram categorizadas em gradações de 1 a 4 segundo critérios de intensidade das alterações histológicas. As análises dos achados nos tecidos renais demonstraram que houve diferença estatística entre os grupos quando analisados os escores de espessamento da membrana basal (p= 0,026), presença de depósitos em glomérulos (p= 0,016), necrose epitelial (p= 0,020), dilatação tubular (p= 0,003) e fibrose intersticial (p= 0,04), tais lesões foram mais intensas e frequentes nos cães do G2. A soma dos escores de todas as alterações histológicas renais também foi maior no G2 (p = 0, 002) do que no G1. O exame dos globos oculares evidenciou que a uveíte foi a alteração mais comumente ix observada, presente em 80% (12/15) dos casos. Houve diferença estatística entre os grupos quando analisados os escores de retinite (p= 0,019), que foi mais intensa e frequente no G1 do que no G2. A soma dos escores de todas as alterações histológicas oculares também foi maior no G1 (p = 0,033), animais que em nenhum momento foram tratados, comparativamente aos cães do G2, grupo com estadios mais avançados da doença e com histórico de tratamento prévio para LCan. Os achados de menor frequência de oftalmopatias e maior frequência de lesões renais no grupo de cães que evoluiu para doença grave mesmo após histórico de tratamento sugere que a terapêutica pode ter sido efetiva para reduzir a doença oftálmica, mas não para a doença renal associada à LCan.
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