Variação fenotípica na resposta de cultivares de milho ao dano mecânico.
2025
SANTOS, T. R. dos | CUSTÓDIO, I. G. | BORGHI, E. | KARAM, D. | TRINDADE, R. dos S. | GUIMARAES, P. E. de O. | GUIMARAES, L. J. M. | TAHINE RODRIGUES DOS SANTOS, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI | ISABELA GOULART CUSTÓDIO, UNIVERSIDADE DE RIO VERDE | EMERSON BORGHI, CPPSE | DECIO KARAM, CNPMS | ROBERTO DOS SANTOS TRINDADE, CNPMS | PAULO EVARISTO DE OLIVEIRA GUIMARAES, CNPMS | LAURO JOSE MOREIRA GUIMARAES, CNPMS.
Resumo: O Sistema Antecipe, também conhecido como cultivo intercalar antecipado, é uma prática inovadora que consiste na semeadura de uma cultura de segunda safra entre as linhas da cultura principal. Esse sistema proporciona maior estabilidade à safrinha, reduzindo os riscos associados às condições climáticas adversas, o que favorece o desenvolvimento da cultura e oferece a possibilidade de ganho em produtividade. Durante a colheita da primeira safra, a cultura de sucessão sofre danos mecânicos na parte aérea, e a capacidade de recuperação pode variar entre as cultivares. Com isso, o objetivo do ensaio foi avaliar a variação genotípica na resposta de cultivares de milho submetidas a danos mecânicos. O experimento foi realizado na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, MG, na safra 2022/23. O ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, dispostos em esquema fatorial 2x8, com 4 repetições. O primeiro fator consistiu em sistemas de semeadura, na entrelinha da soja (Sistema Antecipe) ou após a colheita da soja. O segundo fator foram as cultivares semeadas (1Q2425, 1T2789, 1T2826, 1T2828, 1U2868, 2S2697, BRS 1060, BRS 3042 Pro2). As avaliações realizadas foram: dias para o florescimento feminino e florescimento masculino, altura das plantas e altura de inserção de espigas. A produção das cultivares foi avaliada ao final do ciclo da cultura, e feito a relação entre produção no Sistema Antecipe e na pós colheita da soja. Os dados foram analisados pelo teste F a 5% de significância, e quando significativa as médias foram agrupadas pelo teste de Duncan a 5% de significância. Os resultados observados para as variáveis dias para o florescimento feminino e florescimento masculino, altura das plantas e altura de inserção de espigas não mostraram diferenças estatísticas para a interação. Porém, para essas, houve diferença entre o Sistema Antecipe e semeadura pós-soja. No Sistema Antecipe os dias para o florescimento feminino e masculino foram de aproximadamente 5 e 3 dias a mais que no pós-soja. Já a altura das plantas e altura de inserção de espigas, o sistema com semeadura do milho após a soja apresentou médias maiores que o Sistema Antecipe. As cultivares 1U2868 e BRS 1060 apresentaram maiores produções, com aumento de 183% e 243%, respectivamente, no Sistema Antecipe, com relação a semeadura pós-soja. Existe uma variação genotípica entre as cultivares de milho testadas em resposta ao dano mecânico.
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