Aplicação do biopolímero extraído de pinhas de Pinus elliottii nos processos de tratamento de água
2025
Laís Andressa Finkler | Juliana Marques Schöntag
Este estudo propõe uma abordagem sustentável que substitui os insumos químicos convencionais de coagulação por um biopolímero natural. O estudo visa reutilizar a pinha proveniente do cultivo da espécie Pinus elliottii. O pinus, no Brasil, é cultivado para extração da madeira, e a pinha acaba sendo descartada. Assim, o objetivo deste estudo foi reaproveitar esse material descartado, extraindo dele o biopolímero e utilizá-lo como um coagulante no tratamento de água. Os resultados indicam que dosagens mais baixas do biopolímero têm maior eficácia para a remoção de cor aparente e turbidez, especialmente na faixa de 1,7 a 5,0 mg L-1. A turbidez alcançou 82% de remoção em 40 minutos de sedimentação, atingindo remoção total em tempos maiores. Já a cor aparente apresentou remoção acima de 95 % em pHs básicos com dosagens de 3,4 e 5,0 mg L-1 aos 40 minutos de sedimentação. Ao final do estudo, recomenda-se a aplicação de dosagens ótimas, nas quais se obteve a maior eficiência de remoção de cor aparente e turbidez, bem como da absorbância a 254 nm da água tratada em questão. Por fim, os estudos indicaram um potencial de uso do biopolímero extraído da pinha de Pinus elliottii como agente coagulante em tratamentos de água.
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