Associação entre padrões alimentares e índice de massa corporal em crianças e adolescentes do Nordeste do Brasil, 2010
2014
Santos, Nadya Helena Alves dos | Santos, Nadya Helena Alves dos | Silva, Rita de Cássia Ribeiro | Silva, Rita de Cássia Ribeiro | Assis, Ana Marlucia de Oliveira | Cangussu, Maria Cristina Teixeira
Objetivo: Identificar a associação entre padrões alimentares e índice de massa corpórea (IMC) em crianças e adolescentes. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado em amostra de 1.247 estudantes entre 06 a 12 anos de idade, de ambos os sexos, matriculados na rede pública de ensino de São Francisco do Conde, Bahia, Nordeste do Brasil. Para avaliar o estado nutricional foi utilizado o IMC. Os padrões de consumo foram obtidos a partir de análise fatorial, com base na freqüência de consumo de 97 itens alimentares identificados pelo questionário quantitativo de freqüência a alimentar (QQFA). Informações demográficas e sócioeconômicas foram obtidas para cada participante. Realizou-se a análise de regressão linear múltipla para avaliar a relação de interesse. Resultados: A prevalência de excesso ponderal foi de 17,3% [10,2% de sobrepeso e 7,1% de obesidade]. Foram encontrados dois padrões alimentares: 1. padrão “obesogênico” caracterizado pelo consumo de doce/açúcares, pratos típicos brasileiros, patisseria, fast food, óleos/gorduras, leite, cereais, bolos e molhos; 2. padrão “prudente” caracterizado pelo consumo de raízes, legumes, frutas e vegetais folhosos. Observou-se, após os devidos ajustes, associação positiva e significativa entre IMC e o escore de consumo alimentar para o padrão “obesogênico” (ßi =0,244; p=0,018). Conclusões: Os resultados indicaram associação do padrão “obesogênico” com aumento do IMC. Esses resultados sugerem à necessidade de melhorias na qualidade dos padrões alimentares com vista a prevenir excesso de peso entre os jovens.
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