Avaliação técnica e econômica de sistemas de manejo de candeais nativos | Technical and economical evaluation of systems of management of native candeais
2009
Ribeiro, Ivonise Silva Andrade | Oliveira, Antônio Donizette de | Scolforo, José Roberto Soares | Machado, Sebastião do Amaral | Rezende, José Luiz Pereira de | Botelho, Soraya Alvarenga
Ciências Florestais
Show more [+] Less [-]A candeia (Eremanthus erythropappus) pertence à família Asteraceae, sendo sua madeira utilizada para obtenção de moirão e lenha de onde se extrai o alfa-bisabolol, utilizado na indústria de fármacos e cosméticos. Ainda não há um sistema de manejo consolidado para a candeia, seja para as áreas onde sua ocorrência é natural, seja em plantios puros ou mistos visando um uso comercial mais planificado. O objetivo geral deste estudo é gerar conhecimentos relacionados ao manejo sustentável da candeia e a sua viabilidade econômica. Foram implantados os sistemas de corte seletivo, porta sementes e sistema seletivo em grupos, em fragmentos nativos com alta densidade de candeia. Para a sua avaliação utilizou-se o método dos quadrats com forma quadrada de 4 m2, sendo que em cada quadrat foi medida a altura de todas as regenerantes. Foram caracterizados e determinados todos os custos e receitas envolvidos no manejo da candeia e fez-se a análise da viabilidade econômica. Também, caracterizou-se a cadeia de comercialização da madeira de candeia para a produção de alfa-bisabolol por meio da realização de entrevistas com os participantes dessa cadeia. As principais conclusões foram: o sistema de corte seletivo não deve ser utilizado para o manejo da candeia, uma vez que não é sustentável; o sistema de árvores porta sementes e o sistema seletivo em grupos são recomendados para o manejo da candeia, uma vez que garantem a sua sustentabilidade; para que esses sistemas sejam efetivos, após a exploração e antes da época de dispersão das sementes, é necessário limpar e escarificar o solo a fim de estabelecer as condições ideais para a germinação das sementes e o estabelecimento da regeneração natural. Além disso, entre 2 e 3 anos após a exploração, é preciso fazer desbaste na regeneração natural, deixando um espaçamento médio entre plantas de 4 m2. A análise econômica mostrou que o manejo da candeia para a produção de madeira para óleo é viável economicamente. Nessa atividade, os custos mais significativos são os de transporte e de exploração. Na cadeia de comercialização da candeia os distribuidores de alfa-bisabolol beneficiam-se da maior margem de comercialização.
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