How Alternaria can enter our lives: a diagnostic study in dogs
2023
Silva, Diogo Emanuel Oliveira | Coelho, Ana | Matos, Manuela
Approximately 1.5 billion years ago, the fungal kingdom was originated. This constitutes an exceedingly diverse assemblage of heterotrophic eukaryotes that inhabit various habitats. Fungi give rise to approximately 300 million infections annually in individuals spanning all age groups. Noteworthy genera such as Aspergillus, Candida, Fusarium, Microsporum, and Alternaria induce the most prevalent fungal infections in both animals and plants. First described in 1816, the genus Alternaria boasts a global distribution and is recognized for its saprophytic lifestyle. However, this genus is also notorious for its capability to infect humans, animals, and plants. Alternaria infections are also referred to as Alternariosis. This infection manifests in diverse forms including mycosis, oculomycosis, onychomycosis, allergic rhinosinusitis, allergic bronchopulmonary mycosis, paranasal sinusitis—occasionally complicated by osteomyelitis—and peritonitis in dialysis patients. In rarer instances, it presents as fungal sepsis. Other than infections, Alternaria spp. has also been linked to respiratory allergies and asthma exacerbations owing to its fungal antigens. The aim of this study was to analyse the presence of Alternaria spp. on the skin of cats and dogs. The studied animals were categorized based on origin (pet clinics and shelters), sex, breed, age, and the presence of skin lesions. Hair samples collected using the Mackenzie technique were inoculated into culture media using routine mycological methods. The fungal genus and species were classified using dichotomous keys. The results reveal that the prevalence of Alternaria in dogs and cats is 23.75% (95% confidence interval [CI]: 19.34-28.63%). Among the 286 dogs examined, Alternaria spp. was isolated in 64, indicating a prevalence of 22.38% (95% [CI]: 17.68- 27.66%). A statistically significant (p= 0.003) variance surfaced between dogs from pet clinics, with a prevalence of 28.66% (95% [CI]: 21.88-36.23%), and dogs from shelters, with a prevalence of 13.93% (95% [CI]: 8.33-21.37%). Among the 55 studied cats, Alternaria spp. was isolated in 17, yielding a prevalence of 30.91% (95% [CI]: 19.15-44.81%). Additionally, other fungi types were isolated, and their prevalence was calculated. The most frequently isolated filamentous fungi included Cladosporium spp. (19.6%), Mucor spp. (14.7%), Aspergillus spp. (13.5%), Trichoderma spp. (13.2%), Fusarium spp. (8.2%), and Acremonium spp. (4.4%). Interestingly, the prevalence of Penicillium spp. was significantly higher (p= 0.024) in cats (45.5%) than in dogs (25.5%). Furthermore, the occurrence of Aspergillus spp. was notably greater (p=0.003) in cats (23.6%) than in dogs (11.5%). Dermatophytes were diagnosed in 3.5% of cases (12 isolates), with one isolate identified as Microsporum audouinii (0.3%) and 11 isolates (3.2%) diagnosed as Microsporum canis. Thus, throught this study, it was possible to conclude that Alternaria is present t in the fur of companion animals, especially in dogs from veterinary clinics, which could serve as reservoirs and transmitters of this fungus to humans.
Show more [+] Less [-]Há aproximadamente 1,5 mil milhões de anos, originou-se o reino dos fungos, constituindo um conjunto extremamente diversificado de eucariotas heterotróficos que habitam diversos ambientes. Os fungos causam cerca de 300 milhões de infeções anualmente em pessoas de todas as faixas etárias. Os fungos do género Aspergillus, Candida, Fusarium, Microsporum e Alternaria induzem as infeções fúngicas mais prevalentes em animais e plantas. Primeiramente descrito em 1816, o género Alternaria possui uma distribuição global sendo conhecido pelo seu estilo de vida saprofítico. No entanto, este género também é conhecido pela sua capacidade de infetar seres humanos, animais e plantas. As infeções por Alternaria são denominadas por Alternariose. Estas infeções manifestam-se de diversas formas, incluindo micoses cutâneas, micoses oculares, onicomicoses, rinosinusite alérgica, micose broncopulmonar alérgica, sinusite paranasal - ocasionalmente complicada por osteomielite - e peritonite em pacientes submetidos a diálise. Em casos mais raros, esta infeção pode apresentar-se como uma sepsies fúngica. Além das infeções, Alternaria spp. também está associada a alergias respiratórias e exacerbações de asma devido aos seus antigénios fúngicos. Neste estudo analisou-se a presença de Alternaria spp. na pele de gatos e cães. Os animais estudados foram categorizados com base na origem (clínicas veterinárias e abrigos), no sexo, na raça, na idade e na presença de lesões na pele. As amostras de pelo colhidas pela técnica de Mackenzie foram inoculadas em meios de cultura através de métodos micológicos de rotina. O género e espécies fúngicas foram classificados com recurso a chaves dicotómicas. Os resultados revelaram que a prevalência de Alternaria em cães e gatos foi de 23,75% (intervalo de confiança de 95%[CI]: 19,34-44,81%). Entre os 286 cães analisados, Alternaria spp. foi isolada em 64, o que indica uma prevalência de 22,38% (95%[CI]:17,68-27,66%). Uma diferença estatisticamente significativa (p= 0,003) surgiu entre cães provenientes de clínicas veterinárias, com uma prevalência de 28,66% (95% [CI]: 21.88%-36.23), e os cães de abrigos, com uma prevalência de 13,93% (95% [CI]: 8,33%- 21,37%). Entre os 55 gatos estudados, Alternaria spp. foi isolada em 17, resultando numa prevalência de 30,91% (95% [CI]: 19,15-44,81%). Adicionalmente, outros tipos de fungos foram isolados e as suas prevalências calculadas. Os fungos filamentosos mais frequentemente isolados incluíram Cladosporium spp. (19,6%), Mucor spp. (14,7%), Aspergillus spp. (13,5%), Trichoderma spp. (13,2%), Fusarium spp. (8,2%) e Acremonium spp. (4,4%). Curiosamente, a prevalência de Penicillium spp. foi significativamente superior (p=0,024) nos gatos (45,5%) do que nos cães (25,5%). A ocorrência de Aspergillus spp. foi consideravelmente maior (p= 0,003) nos gatos (23,6%) do que nos cães (11,5%). Para além disso, foram diagnosticados dermatófitos em 3,5% dos casos (12 isolados), com um caso isolado Microsporum audouinii (0,3%) e 11 casos isolados (3,2%) de Microsporum canis. Assim, através deste estudo foi possível concluir a Alternaria está presente no pelo dos animais de companhia, principalmente em cães provenientes de clínicas veterinárias que poderão servir de reservatório e transmissores deste fungo para os seres humanos.
Show more [+] Less [-]AGROVOC Keywords
Bibliographic information
This bibliographic record has been provided by Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro