Avaliação da hematologia de quatro peixes teleósteos brasileiros com infecções parasitárias, coletados em pesque-pagues de Franca, São Paulo, Brasil
2018
Marcos Tavares-Dias | Flávio R. Moraes | Maurício L. Martins
O presente trabalho avaliou os efeitos de infecções parasitárias no fator de condição, na hemoglobina, no hematócrito, na concentração da hemoglobina corpuscular média (CHCM) e na distribuição de leucócitos e trombócitos em Piaractus mesopotamicus, Leporinus macrocephalus, híbrido tambacu (P. mesopotamicus x C. macropomum) e Brycon amazonicus coletados em pesque-pague de Franca, São Paulo, Brasil. O fator de condição em tambacu e L. macrocephalus parasitados foi significativamente (p<0,05) maior que nos peixes controle. O inverso ocorreu em P. mesopotamicus e B. amazonicus. Em nenhuma das espécies houve alteração significativa (p>0,05) no hematócrito, hemoglobina e CHCM que pudesse ser atribuída ao parasitismo. As infecções parasitárias também não exerceram efeito significativo (p>0,05) sobre o percentual de leucócitos e trombócitos em tambacus. Entretanto, em P. mesopotamicus a associação de Monogenea Anacanthorus penilabiatus com o protozoário Piscinoodinium pillulare provocou significativo (p<0,05) aumento do percentual de monócitos e redução do percentual de trombócitos nos peixes parasitados. Em L. macrocephalus parasitados ocorreu diminuição do percentual de linfócitos (p<0,05) e, quando houve associação entre monogenea e P. pillulare, a redução do percentual de linfócitos foi acompanhada por aumento do percentual de neutrófilos (p<0,05). Em B. amazonicus parasitados por Ichthyophthirius multifiliis, P. pillulare e monogenean ocorreu significativo (p<0,05) aumento do percentual de neutrófilos sanguíneos.
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