Efeito da piraclostrobina sobre o controle de doenças e degradação ruminal da forragem de cereais de inverno colhidos em diferentes fases de desenvolvimento
2025
Bruno José Venancio | Marlon Richard Hílario da Silva | Leandro Alvarenga Santos | Ellen Baldissera | Valéria Kalinovski | Nicolli Soethe Mokochinski | Livia Alessi Ienke | Paulo Victor Pinheiro Cesar | Valter Harry Bumbieris Júnior | Mikael Neumann
Objetivou-se avaliar a incidência de doenças, a degradação ruminal da matéria seca e da fibra em detergente neutro e possíveis alterações nas concentrações de clorofila e de nitrogênio na forragem de três culturas de inverno: trigo (Triticum aestivum L.; cultivar BRS Umbu), aveia branca (Avena sativa L.; cultivar URS Guará) e aveia preta (Avena strigosa Schreb.; cultivar Embrapa 139) associadas a aplicação ou não do fungicida piraclostrobina, colhida a forragem em diferentes fases de desenvolvimento. A pulverização do fungicida piraclostrobina foi realizada na dose de 0,6 L ha-1 (250 g/L-1) em dois momentos durante o estádio 5, sendo a primeira aplicação no estádio fenológico V5 (alongamento) aos 54 dias após a semeadura (DAS), e a segunda aos 66 DAS. As avaliações foram realizadas em três momentos sucessivos e distintos ao desenvolvimento das culturas, por meio do corte das plantas a 8 cm de altura do solo, de forma manual de acordo com cada tratamento, no estádio 5 e estádio 7, seguindo a escala Feekes (Large, 1954), visando produção de feno, assim como sequencialmente em estádio 11.2, visando produção de silagem. As avaliações de controle de doenças se deram aos 59 DAS, 81 DAS e 127 DAS, mostrando que a piraclostrobina aumentou a porcentagem de plantas sem sintomas, de 41,1% para 56,7% no estádio 5 e de 0,3% para 46,7% no estádio 7 frente ao tratamento controle, independentemente da espécie forrageira. A aplicação de piraclostrobina, independente da espécie forrageira testada, melhorou a degradação ruminal, em fase de estádio 11.2, de 58,1 para 68,4% em relação ao tratamento controle; diminuiu as concentrações de clorofila a de 37,7% para 36,4% na fase vegetativa e de 38,3% para 37,0% na fase plena vegetativa, assim como aumentou as concentrações de nitrogênio total de 3,64% para 4,10% na fase vegetativa e de 3,33% para 3,56% na fase plena vegetativa, respectivamente. Recomenda-se o uso de piraclostrobina em cereais de inverno para produção de forragem por ser eficiente no controle de doenças e no incremento da degradabilidade ruminal da fibra em detergente neutro e da matéria seca, e ainda promover alterações positivas nas concentrações de nitrogênio na planta.
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