MORFOLOGIA COMPARATIVA DO TRATO DIGESTÓRIO DOS PEIXES Hoplias malabaricus E Hypostomus pusarum DO AÇUDE MARECHAL DUTRA, RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL.
2015
Emilly Kataline Rodrigues Pessoa | Naisandra Bezerra da Silva | Naithirithi T. Chellappa | Arrilton Araújo de Souza | Sathyabama Chellappa
Portugués. <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A traíra, Hoplias malabaricus e o cascudo, Hypostomus pusarum são espécies de peixes que apresentam importância ecológica e econômica nos ecossistemas aquáticos neotropicais. O presente trabalho comparou os aspectos morfológicos do trato digestório de H. malabaricus e H. pusarum</em>, relacionando-os com seu hábito alimentar. No período de julho de 2011 a junho de 2012, foram capturados 45 espécimes de H. malabaricus e 33 de H. pusarum</em>, utilizando-se rede de espera e tarrafa no açude Marechal Dutra, Acari, RN. Foram obtidos de cada exemplar o comprimento total e peso do corpo. A <span lang="PT">posição da boca, presença e tipo dos dentes, número de rastros branquiais, esôfago, forma do estômago e presença de cecos pilóricos f<span lang="PT">oram observados para a descrição morfológica<span lang="PT">. </span><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O comprimento intestinal foi verificado e o conteúdo estomacal foi identificado até o nível taxonômico mais inferior possível. A boca e os dentes de H. malabaricus são adaptados para agarrar e ingerir grandes presas inteiras, enquanto de H. pusarum são adaptados para raspagem. O primeiro o arco branquial de H. malabaricus possui em média sete rastros branquiais afastados entre si, curtos e pontiagudos, mas H. pusarum não apresenta rastros brânquias. A disposição dos órgãos digestórios em ambas as espécies está diretamente relacionada com a forma da cavidade peritoneal e o formato do corpo. H. malabaricus apresenta um intestino curto, porém H. pusarum mostra um intestino muito longo. H. malabaricus alimentou-se de material animal, preferencialmente de peixes (72,8%) e camarões (27,2%), enquanto a dieta de H. pusarum foi baseada em material orgânico em decomposição (88,7%) e microalgas (11,3%).<span style="mso-fareast-font-family: Batang; color: red; mso-fareast-language: KO;"> A morfologia do trato digestório e o conteúdo estomacal de H. malabaricus indica hábito alimentar carnívoro, e de H. pusarum confirma seu hábito alimentar detritívoro / herbívoro.
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Este registro bibliográfico ha sido proporcionado por Instituto Federal de Educação