Avanços e retrocessos na política de extensão rural brasileira: análise crítica sobre a ANATER
2018
Alisson Zarnott | Vinicius P. Dalbianco | Pedro S. Neumann | Marco Antonio V. Fialho
A Extensão Rural brasileira foi profundamente marcada pelo período da modernização conservado da agricultura. A construção da PNATER em 2003 e sua orientação visando o desenvolvimento sustentável, a agroecologia, a valorização da diversidade produtiva, cultural e do conhecimento das famílias agricultoras foi uma conquista importantíssima daqueles que defendiam uma extensão rural crítica e diferenciada. No entanto, em virtude da diversidade de organizações prestadoras do serviço de extensão e do peso que o difusionismo manteve sobre muitas organizações e técnicos, a PNATER encontrou dificuldades para implementar em âmbito nacional a sua proposta de Extensão Rural. Aliado a própria resistência interna, setores que antes não disputavam a extensão rural, como a CNA, passam a fazê-lo e no final de 2013 o Governo Federal anuncia a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. A ANATER, em contraposição a PNATER, recoloca como orientação geral para o serviço de extensão rural o difusionismo tecnológico. Por outro lado, inúmeros projetos e organizações, têm buscado desenvolver as ideias da PNATER, entre elas o Programa de Extensão Rural para assentamentos de reforma agrária, experiência que tem construído inovações institucionais e metodológicas que podem se tornar referências para outras iniciativas e para uma crítica à ANATER.
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