Algas e leveduras isoladas de mastite bovina: identificação e perfil de sensibilidade a antissépticos e antimicrobianos | Algae and yeast isolated bovine mastitis: identification and profile of antisseptical and antimicrobial sensitivity
2019
Reis, Esteffany Francisca | Costa, Geraldo Márcio da | Costa, Geraldo Márcio da | Dorneles, Elaine Maria Seles | Piccoli, Roberta Hilsdorf | Alves, Ana Carolina
Bovine mastitis is one of the most prevalent and impacting diseases in dairy cattle. Different microorganisms are involved in their etiology, being classified as contagious, when adapted to the interior of the mammary gland, or environmental, normally present in the environment of animal husbandry. Among environmental agents, algae and yeasts are unusual agents, but considered emerging. In the present study, 149 yeast strains and 62 strains of algae isolated from cases of mastitis in bovine herds of São Paulo, Minas Gerais and Paraná were evaluated for the antimicrobial and antiseptic susceptibility profile, using the minimum inhibitory concentration. In addition, isolated yeasts were characterized by the MALDI-TOF technique. A minimum inhibitory concentration (MIC) test did not show growth of algae at the concentration of 4% gentamicin, 16% amikacin and 8% polymyxin B. Different rates of algae growth inhibition were observed for antiseptics: for triclosan 0.25%, quaternary ammonia <0.01%, hydrogen peroxide <0.002%, iodine 0.015, peracetic acid 0.25%, sodium hypochlorite 0.125% and chlorhexine <0.018%, there was growth of algae at the highest acid concentrations lactic acid and glutaraldehyde. The MIC results for yeast were: <0.0015% for triclosan, quaternary ammonia <0.02%, hydrogen peroxide <0.007%, iodine 0.125%, peracetic acid 0.125%, chlorhexidine <0.0018 and sodium hypochlorite in concentration of 0.125%. These results confirm the efficacy of these agents as an asepsis mechanism in dairy farms. There was growth of yeasts in the highest concentrations of lactic acid and glutaraldehyde. With the protein identification technique, the profile of the isolates was traced, identifying 6 yeast species with predominance of Issatchenkia orientalis, if in a herd there was identification of more than one isolate, but with a predominance of species. In vivo tests should be performed to confirm the sensitivity of the isolates to the antibiotics tested. According to this study, the results endorse the use of antiseptics for roof antisepsis (pre and post-immersion), aiming at the control and prevention of mastitis caused by these environmental agents of bovine mastitis. The yeast species identified in this study resemble species already identified in the literature.
Afficher plus [+] Moins [-]Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Afficher plus [+] Moins [-]A mastite bovina é uma das doenças mais prevalentes e impactantes na pecuária leiteira. Diferentes microrganismos estão envolvidos em sua etiologia, sendo classificados como contagiosos, quando adaptados ao interior da glândula mamária, ou ambientais, presentes normalmente no ambiente de criação dos animais. Entre os agentes ambientais, as algas e as leveduras são agentes incomuns, mas considerados emergentes. Neste trabalho, 149 cepas de leveduras e 62 de algas isoladas de casos de mastite em rebanhos bovinos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná foram avaliadas quanto aos perfis de suscetibilidade a antimicrobianos e antissépticos, utilizando-se a técnica de concentração inibitória mínima (CIM). Adicionalmente, os isolados de leveduras foram caracterizados por meio da técnica de MALDI-TOF. Por teste de concentração inibitória mínima (CIM) não houve crescimento das algas na concentração de 4% da gentamicina, 16% amicacina e 8% polimixina B.Foram encontrados diferentes índices de inibição de crescimento das algas aos antissépticos: para o triclosano 0,25%, amônio quaternário <0,01%, peroxido de hidrogênio <0,002%, iodo 0,015, ácido peracético 0,25%, hipoclorito de sódio 0,125% e clorexina <0,018%, houve crescimento das algas nas maiores concentrações de ácido láctico e glutaraldeido. Os resultados de CIM para as leveduras foram: <0,0015% para triclosano, amônio quaternário <0,02%, peróxido de hidrogênio <0,007%, iodo 0,125%, ácido peracético 0,125%, clorexidina <0,0018 e hipoclorito de sódio na concentração de 0,125%. Estes resultados permitem confirmar a eficácia destes agentes como mecanismo de assepsia em fazendas leiterias. Houve crescimento das leveduras nas maiores concentrações do ácido láctico e o glutaraldeido. Com a técnica de identificação proteica foi traçado o perfil dos isolados identificando 6 espécies de leveduras predominando a Issatchenkia orientalis, se tratando de rebanho houve a identificação de mais de um isolado mas com predominância de espécie. Testes “in vivo” devem ser realizados para a comprovação da sensibilidade dos isolados aos antibióticos testados, de acordo com este estudo os resultados endossam a utilização dos antissépticos para a antissepsia de tetos (pré e pós-dipping), visando o controle e prevenção da mastite causada por estes agentes ambientais da mastite bovina. As espécies de leveduras identificadas neste estudo se assemelha a espécies já identificadas na literatura.
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Informations bibliographiques
Cette notice bibliographique a été fournie par Universidade Federal de Lavras
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