[The networks culture in the environmental education at Brazil: principles, challenges and possibilities] | A cultura de redes na educação ambiental no Brasil: princípios, desafios e possibilidades
2007
Guerra, A.F.S. | Figueiredo, M.L. | Justen, L.M. | Lima, A. de
португальский. Ao contrário do que acontece numa estrutura hierárquica de uma rede de comunicação ou empresa, na rede social não existe predomínio de concentração de poder ou sua hierarquização, porque a ocorrência sistemática e permanente de processos de auto-regulação garante que diferentes atores criem soluções emergentes para garantir a sobrevivência, a expansão ou a ampliação da mesma. O movimento de organização em redes não pode ser planejado de forma pré-determinada, ou seja, não se institui uma rede por decreto, a não ser que seja uma rede tutelada por um órgão ou instituição. Elas se fundamentam em alguns princípios, tais como: padrão organizacional horizontal, ausência de hierarquias, conectividade, não linearidade, descentralização do poder, dinamismo organizacional, multi-liderança, dentre outros. As redes de Educação Ambiental (EA) brasileiras caracterizam-se pelo seu potencial de interatividade e pela democratização da informação, da cultura, do conhecimento, de inclusão social, emancipação política e do exercício da cidadania responsável. Apresentam uma história de organização bastante diversificada, que revela pontos interessantes da tessitura de cada uma. As diferenças entre essas categorias são níveis de responsabilidades diferentes em sua manutenção e administração. Praticar e difundir a cultura de redes é um desafio até mesmo para seus participantes, visto que mediar as vontades e necessidades de todos(as) não é uma tarefa fácil, especialmente pela grande diversidade que esses integrantes apresentam. Considerando a necessidade de reflexão e aprofundamento das práticas das redes de EA no Brasil, este trabalho discute os obstáculos e possibilidades para a aplicação de alguns dos princípios da cultura de redes no contexto do processo de organização social e consolidação de algumas destas redes, como a Rede Paulista de Educação Ambiental (REPEA), a Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental (REASul) e a Rede Paranaense de Educação Ambiental (REA-Paraná). As redes de EA brasileiras tecem a rede das redes (Rede Brasileira de Educação Ambiental _ REBEA), articulando e fortalecendo a atuação de educadores e educadoras ambientais no Brasil. Na REBEA, as entidades gestoras, os elos e facilitadores, pessoas físicas e instituições, constituem a chamada "facilitação nacional" da Rede e atuam na difusão da cultura de redes, apóiam e participam de suas atividades. Os membros são pessoas que acompanham a "vida" da rede. Estão inscritos na lista de discussão da REBEA, sem necessariamente, terem um envolvimento efetivo com as responsabilidades da gestão da mesma. No entanto, na REPEA elos são pessoas e instituições que participam das reuniões, assembléias, encontros e discussões da rede, assim como de sua gestão e sustentabilidade. (...)
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