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Estudo retrospectivo da raiva no Estado da Paraíba, Brasil, 2004 a 2011
2014
José Sóstenes Leite de Andrade | Sérgio Santos de Azevedo | Ana Paula Peconick | Stela Márcia Pereira | Joziana Muniz de Barçante | Ana Letícia Tôrres Vilar | Maria Luana Cristiny Rodrigues Silva
O objetivo desse trabalho foi realizar um estudo retrospectivo da raiva em herbívoros no estado da Paraíba, Brasil, avaliando aspectos epidemiológicos da doença no período de 2004 a 2011. Foram utilizados os registros da notificação dos casos de raiva contidos no Sistema Continental de Vigilância Epidemiológica (SIVCONT). Durante o período avaliado, foram submetidas para diagnóstico amostras de 17.454 animais de todo o Brasil, das quais 43 (0,25%) foram procedentes do estado da Paraíba, e todas elas foram positivas para raiva. A frequência de focos de raiva por município variou de 2,3% a 11,6%. A distribuição dos casos variou conforme a espécie afetada, havendo predominância nos bovinos (93%), seguidos de equinos (4,7%) e um morcego (2,3%) (p < 0,001). Foi observada predominância de casos positivos nos quais a notificação foi efetuada por proprietários (53,5%), seguido de terceiros (39,5%) e vigilância (7%) (p = 0,001). Com relação aos meses de ocorrência dos focos em todos os anos do período avaliado, as frequências variaram de 4,7% no mês de agosto a 14% no mês de abril. Houve predominância de focos no ano de 2010 (41,9%), com diferença significativa entre os anos (p < 0,001). Em conclusão, sugere-se a adoção de medidas estratégicas de controle da raiva e vigilância continua das doenças nervosas no estado da Paraíba.
Mostrar más [+] Menos [-]Estudo da patogenia do vírus da raiva por meio de amostras ERA e PV administradas por via oral em hamsters (M. auratus)
2003
Luciane Martins Alves | Rodrigo Martins Soares | Adriana Cortez | Leonardo José Richtzenhain | Fumio Nonma Ito
Hamsters inoculados oralmente com as amostras de vírus rábico ERA e PV foram sacrificados após 24, 48 e 72 horas, 21 e 30 dias. Fragmentos do cérebro foram analisados através da imunofluorescência direta (IFD) e heminested-PCR (hn-PCR). Os fragmentos do estômado, sangue, coração e pulmão foram examinados somente com a técnica de hn-PCR. Soros de outros hamsters, inoculados de modo similar e obtidos 30 dias após a inoculação, foram submetidos ao teste de soroneutralização (SNT) em camundongos. No 45º dia pós-inoculação, os hamsters foram desafiados intracerebralmente com a amostra CVS, contendo 10(2,7)DL50 em camundongos/0,03 mL. Os fragmentos do cérebro foram todos negativos ao teste de imunofluorescência. A hn-PCR detectou a presença de RNA do vírus da raiva no pulmão de um animal inoculado com a amostra ERA e, no cérebro, estômago, sangue e pulmão de hamsters inoculados com a amostra PV. As amostras de vírus inoculadas oralmente foram capazes de se replicar em diferentes órgãos, no entanto, todos od hamsters morreram ao desafio, indicando uma resposta imunológica insuficiente.
Mostrar más [+] Menos [-]Retrospective survey of rabies in Paraíba State, Brazil, from 2004 to 2011 | Estudo retrospectivo da raiva no Estado da Paraíba, Brasil, 2004 a 2011
2014
José Sóstenes Leite de Andrade | Sérgio Santos de Azevedo | Ana Paula Peconick | Stela Márcia Pereira | Joziana Muniz de Barçante | Ana Letícia Tôrres Vilar | Maria Luana Cristiny Rodrigues Silva
O objetivo desse trabalho foi realizar um estudo retrospectivo da raiva em herbívoros no estado da Paraíba, Brasil, avaliando aspectos epidemiológicos da doença no período de 2004 a 2011. Foram utilizados os registros da notificação dos casos de raiva contidos no Sistema Continental de Vigilância Epidemiológica (SIVCONT). Durante o período avaliado, foram submetidas para diagnóstico amostras de 17.454 animais de todo o Brasil, das quais 43 (0,25%) foram procedentes do estado da Paraíba, e todas elas foram positivas para raiva. A frequência de focos de raiva por município variou de 2,3% a 11,6%. A distribuição dos casos variou conforme a espécie afetada, havendo predominância nos bovinos (93%), seguidos de equinos (4,7%) e um morcego (2,3%) (p < 0,001). Foi observada predominância de casos positivos nos quais a notificação foi efetuada por proprietários (53,5%), seguido de terceiros (39,5%) e vigilância (7%) (p = 0,001). Com relação aos meses de ocorrência dos focos em todos os anos do período avaliado, as frequências variaram de 4,7% no mês de agosto a 14% no mês de abril. Houve predominância de focos no ano de 2010 (41,9%), com diferença significativa entre os anos (p < 0,001). Em conclusão, sugere-se a adoção de medidas estratégicas de controle da raiva e vigilância continua das doenças nervosas no estado da Paraíba.<strong></strong> | The aim of this work was to perform a retrospective study of rabies in herbivores in the state of Paraíba, Brazil, in order to evaluate epidemiological aspects of the disease from 2004 to 2011. Data on notification of rabies cases included in the Continental Epidemiological Surveillance System (SIVCONT) were used. During the study period samples from 17,454 animals from Brazil were sent to rabies diagnosis, from which 43 (0.25%) samples from the state of Paraiba, and all of them were positive for rabies. The frequency of rabies outbreaks by county ranged from 2.3% to 11.6%. The distribution of cases ranged according to species affected, with predominance in cattle (93%), followed by horses (4.7%) and one bat (2.3%) (p < 0.001). It was observed a predominance of positive cases when the notification was made by owners (53.5%), followed by others (39.5%) and surveillance (7%) (p = 0.001). Related to occurrence of outbreaks by month in all years of the study period, the frequencies ranged from 4.7% in August to 14% in April. It was found predominance of outbreaks in 2010 (41.9%), with significant differences among years (p < 0.001). In conclusion, it is suggested the adoption of strategic measures for the control of rabies and continuous surveillance of nervous diseases in herbivores in the state of Paraíba.
Mostrar más [+] Menos [-]Múltiplas substituições em domínios biologicamente ativos da glicoproteína do vírus rábico podem estar relacionadas com o perfil patogênico
2011
Andrea Isabel Estévez Garcia | Nobuyuki Mochizuki | Paulo Eduardo Brandão | Avelino Albas | Fumio Honma Ito
O perfil patogênico de um vírus da raiva isolado de um morcego insetívoro Lasiurus ega foi comparado com o de vírus fixo de raiva (CVS/32) em hamster e camundongo, determinando os períodos de incubação e clínico, manifestação clínica e mortalidade. Os animais foram desafiados com 10 2,611-4,021 DL50 /0,05 mL do isolado de L. ega e 10 3,7- 4,7 LD50 /0,05 mL do CVS/32, usando as vias: intramuscular (IM), intradermica (ID), intranasal (IN) e abrasão epidermica (AE). A presença do antígeno viral foi confirmada pela prova de imunofluorescência direta. As porcentagens de mortalidade observadas com o isolado de L. ega foram as seguintes em hamster: 3,5% IM, 10,71% IN; em camundongo: 50.0% IM, 30.0% IN. A forma furiosa da doença foi predominante. As porcentagens de mortalidade observadas com o vírus CVS/32 em hamster foram as seguintes: 12.5% IM, 62.5% ID, 12.5% IN; em camundongo 100.0% IM, 70.0% ID, 10.0% IN. Com este vírus foi observada raiva paralitica. A via AE mostrou-se inadequada para induzir doença. O período de incubação foi de 57 dias para o CVS/32 e 11-16 dias para o isolado de L. ega, entre tanto os períodos clínicos oscilaram entre 47 dias para ambos os vírus. Varias substituições foram achadas em domínios antigênicos da glicoproteína: AI (posição 231), AII (34 42 e 198-200), domínio de fusão dependente de baixo pH (102179), domínio da transmembrana (440461) e resíduo 242. Esses vírus mostraram comportamentos biológicos distintos o que poderia estar ligados às substituições nos domínios antigênicos anteriormente descritos.
Mostrar más [+] Menos [-]Resposta imune humoral de macacos-pregos (Cebus apella) após vacinação com vacina anti-rábica inativada produzida em cérebros de camundongos lactentes: comparação de dois esquemas de imunização
2005
Estevão de Camargo Passos | Pedro Manuel Leal Germano | José Daniel Luzes Fedullo | Cleide Aschenbrenner Consales | Maria Luiza Carrieri | Ricardo Cardoso | Margareth de Andrade Gonçalves
Foram vacinados contra a raiva, dois grupos de macacos-pregos adultos, com a vacina inativada preparada em cérebros de camundongos lactentes, administrada pela via intramuscular, na Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Os animais em momento algum haviam sido imunizados contra a raiva. O grupo I consistia de nove animais, que receberam três doses de 1,0 mL nos dias 0, 30 e uma dose de reforço aos 210 dias, e o grupo II continha 10 animais que receberam duas doses de 1,0 mL no dia 0 e uma dose de reforço aos 210 dias. As amostras de sangue foram colhidas aos 0, 30º, 60º, 90º, 150º, 210º, 240º, 300º e 365º dias, e os anticorpos neutralizantes titulados pela técnica simplificada da inibição de focos fluorescentes. A vacina induziu uma resposta imune de curta duração com títulos de anticorpos neutralizantes acima de 0.5 UI/mL em ambos os grupos; entretanto a resposta imune persistiu por apenas 54,9 + 57,0 e 36,1 + 60,2 dias nos Grupos I e II respectivamente após a primo vacinação, e, por apenas 62,6 + 74,0 e 86,4 + 61,5 dias nos Grupos I e II respectivamente após o reforço. Não houve diferença estatística significante entre os grupos estudados (p >; 0,05).
Mostrar más [+] Menos [-]Vigilância Epidemiológica da presença do vírus da raiva a partir do exame de imunofluorescência direta aplicada ao tecido cerebral de uma amostra da população canina do município de Mogi-Guaçu, SP, Brasil: ensaio probabilístico a partir de série histórica de 1989 a 1999 | Epidemiologic surveillance of the rabies virus using the brain immunoflorescence test on a sample of a canine population: probality and analysis with actual cases from Mogi-Guaçu, SP, Brazil, During the 1989-1999 period
2005
Haroldo de Barros Ferreira Pinto | Omar Miguel | Alair Assis
Foi analisada a validade do exame laboratorial sistemático do sistema nervoso de uma amostra da população canina de uma dada área, como estratégia destinada a vigilância epidemiológica da circulação do vírus da raiva. Foi empregado o banco de dados do município de Mogi-Guacú, SP, Brasil, referente a série histórica compreendida entre janeiro de 1989 a dezembro de 1999. Neste período foram examinados 1167 animais dos quais 130 (11,2%) foram positivos ao teste de imunofluorescência aplicada a raiva. O tamanho da amostra para a detecção de pelo menos um animal positivo foi calculado pela fórmula n = {1-(1-±)1/d} (N - d/2) + 1. No período de 1989 a 1994 o tamanho da amostra foi calculado a partir do número real de casos registrados. Nos anos de 1995 a 1999 como não houve novos casos de raiva canina, a análise considerou hipoteticamente a presença de um caso confirmado. Também foi efetuada a simulação do número de casos de raiva que deveriam ocorrer para que a amostra efetivamente utilizada pelo Serviço de controle da raiva fosse capaz de revelar a presença de pelo menos um animal positivo. Os resultados obtidos demonstraram que no período de 1989 a 1994 em que a freqüência anual de casos de raiva canina variou de 5 a 75 o tamanho das amostras ideal seria de 12.400 a 12.922; já no período de 1995 a 1999, em que não foram diagnosticados casos de raiva canina, se ocorresse pelo menos um registro, o tamanho da amostra seria de 13.257 a 14.698. Do exposto depreende-se que em termos probabilísticos, a estratégia proposta não é indicada para a vigilância epidemiológica da presença do vírus da raiva, quando em situação de controle, pois o número de animais a serem examinados é inviável para situações concretas. | The validty of a systematic laboratory exam that consists in examining the nervous system of a canine population sample in a given area was anlyzed, as a proper strategy for epidemiological survilance of the rabies virus presence. The analysis was based on the databank of the County of Mogi-Guaçu, SP, Brazil, referring to the historical period between January 1989 and december 1999. During this period 1,167 animals were examined and an immunofluorescence test applied to rabies showed that 130 animals (11.2%) were positive. The sample size for detecting at least one positive animal was calculated by using the formula n = {1-(1-±)1/d } (N - d/2} + 1. Between 1989 and 1994 the size of sample was calculated based on the real number of recorded cases. Between 1995 and 1999, as there were no new cases of canine rabies, the analysis considered a hypothetical presence of a confirmed case. It was also carried out a simulation of the number of rabies cases that should occur so that the sample effectively used by the Rabies Control Service would be able to reveal the presence of at least one positive animal. Results showed that in the period from 1989 to 1994, in when the annual frequecy of canine rabies cases varied from 5 to 75 cases, the ideal size of sample should be from 12,400 to 12,922. In the period from 1995 to 1999, when no canine rabies cases were recorded, the sample size would be from 13,257 to 14,698 if at least one case occurred. Thus, one can understand that in therms of probability, the proposed strategy is not recommended for the epidemiological survilance of rabies virus presence, since the number of animal to be examined is not feasible in real situation.
Mostrar más [+] Menos [-]Pathogenesis of rabies virus by ERA and PV strains administered orally in hamsters (M. auratus) | Estudo da patogenia do vírus da raiva por meio de amostras ERA e PV administradas por via oral em hamsters (M. auratus)
2003
Luciane Martins Alves | Rodrigo Martins Soares | Adriana Cortez | Leonardo José Richtzenhain | Fumio Nonma Ito
Hamsters orally inoculated with ERA and PV strains of rabies virus were sacrificed at 24, 48, 72 hours, 21 and 30 days after inoculation. Brain fragments were examined by Fluorescent Antibody test (FAT) and heminested PCR (hn-PCR). Fragments from stomach, blood, heart, and lung were examined only by hn-PCR. Sera of other hamsters, similarly inoculated, obtained at 30th day after inoculation were submitted to mouse neutralization test. The hamsters were challenged intracerebrally with CVS strain with 10(2.7)mouse LD50/0.03mL, 45 days after inoculation. Brains examined by FAT were negative. The hn-PCR detected the presence of rabies virus RNA in the lung of one animal inoculated with ERA, and in the brain, stomach, blood, and lung of PV-infected animals. The orally inoculated virus was capable to infect and replicate in several organs and tissues; however, none of the challenged hamsters did survive after challenge. | Hamsters inoculados oralmente com as amostras de vírus rábico ERA e PV foram sacrificados após 24, 48 e 72 horas, 21 e 30 dias. Fragmentos do cérebro foram analisados através da imunofluorescência direta (IFD) e heminested-PCR (hn-PCR). Os fragmentos do estômado, sangue, coração e pulmão foram examinados somente com a técnica de hn-PCR. Soros de outros hamsters, inoculados de modo similar e obtidos 30 dias após a inoculação, foram submetidos ao teste de soroneutralização (SNT) em camundongos. No 45º dia pós-inoculação, os hamsters foram desafiados intracerebralmente com a amostra CVS, contendo 10(2,7)DL50 em camundongos/0,03 mL. Os fragmentos do cérebro foram todos negativos ao teste de imunofluorescência. A hn-PCR detectou a presença de RNA do vírus da raiva no pulmão de um animal inoculado com a amostra ERA e, no cérebro, estômago, sangue e pulmão de hamsters inoculados com a amostra PV. As amostras de vírus inoculadas oralmente foram capazes de se replicar em diferentes órgãos, no entanto, todos od hamsters morreram ao desafio, indicando uma resposta imunológica insuficiente.
Mostrar más [+] Menos [-]Resposta imune humoral em macacos-pregos (Cebus apella) mantidos em cativeiro, após a revacinação com vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios modificada de uso veterinário
2002
Estevão de Camargo Passos | Pedro Manuel Leal Germano | José Daniel Luzes Fedullo | Cleide Aschenbrenner Consales | Maria Luiza Carrieri | Ricardo Cardoso | Margareth de Andrade Gonçalves
Foram imunizados 26 macacos-pregos (Cebus apella) adultos, através da via intramuscular, com uma dose de 1,0 ml da vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios, inativada, produzida a partir de cérebros de camundongos lactentes, de uso veterinário, empregada nas campanhas de prevenção da raiva animal de cães e gatos. Os animais pertenciam a três grupos experimentais, previamente imunizados com vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios submetidos a diferentes esquemas de vacinação, e permaneceram em cativeiro durante o período de junho de 1996 a junho de 1997. A revacinação foi realizada em todos os animais. As amostras de soros foram obtidas aos 0, 30, 180 e 365.dias, e armazenadas à temperatura de -20ºC, e a dosagem dos anticorpos realizada através do teste simplificado da inibição da fluorescência. Verificou-se após a revacinação 17/25 (68%) dos animais pertencentes aos grupos I, II e III, que se apresentavam com títulos inferiores ao limite indicativo de soroconversão (;0,05). A vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios induziu a resposta imune nos macacos-pregos, após revacinação com produção de anticorpos neutralizantes, iguais ou superiores a 0,5 UI/ml, porém, de curta duração; não constituindo assim, imunógeno apropriado para ser utilizado na rotina de imunização destes animais de difícil lide, mantidos em cativeiro.
Mostrar más [+] Menos [-]Humoral immune response in capuchin monkeys (Cebus apella) kept in captivity after a booster dose with a veterinary use suckling mouse brain rabies vaccine | Resposta imune humoral em macacos-pregos (Cebus apella) mantidos em cativeiro, após a revacinação com vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios modificada de uso veterinário
2002
Estevão de Camargo Passos | Pedro Manuel Leal Germano | José Daniel Luzes Fedullo | Cleide Aschenbrenner Consales | Maria Luiza Carrieri | Ricardo Cardoso | Margareth de Andrade Gonçalves
Twenty-six capuchin monkeys (Cebus apella) were intramuscularly immunized with 1.0 ml dose of a veterinary inactivated suckling mouse brain rabies vaccine (SMBV) employed in campaigns for rabies prevention in dogs and cats. The animals belonged to three experimental groups previously vaccinated with SMBV and different schemes, were kept in captivity from June, 1996 to June, 1997. All animals received a booster dose. Serum samples were obtained at the 0th, 30 th, 180th and 365 th days and kept stored at -20ºC. The antibodies dosage was carried out through the simplified inhibition fluorescent test. After a booster dose 17/25 (68%) of animals belonged to groups I, II and III, that had neutralizing antibodies above 0.5 IU/ml produced a humoral immune response equal or higher than 0.5 IU/ml, and another five animals that had neutralizing antibodies higher than 0.5 IU/ml kept in these levels. In relationship to longer humoral immune response there is no statistical difference between all groups, G-I x G-II, G-I x GIII, G-II x G-III (p>;0,05). The SMBV induced humoral immune response in capuchin monkeys after a booster dose, producing neutralizing antibodies equal to or higher than 0.5 IU/ml; however, they were short-lasting, being therefore not appropriate as an immunogen to be used routinely in the immunization of these animals which are difficult both to be dealed with and to be kept in captivity. | Foram imunizados 26 macacos-pregos (Cebus apella) adultos, através da via intramuscular, com uma dose de 1,0 ml da vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios, inativada, produzida a partir de cérebros de camundongos lactentes, de uso veterinário, empregada nas campanhas de prevenção da raiva animal de cães e gatos. Os animais pertenciam a três grupos experimentais, previamente imunizados com vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios submetidos a diferentes esquemas de vacinação, e permaneceram em cativeiro durante o período de junho de 1996 a junho de 1997. A revacinação foi realizada em todos os animais. As amostras de soros foram obtidas aos 0, 30, 180 e 365.dias, e armazenadas à temperatura de -20ºC, e a dosagem dos anticorpos realizada através do teste simplificado da inibição da fluorescência. Verificou-se após a revacinação 17/25 (68%) dos animais pertencentes aos grupos I, II e III, que se apresentavam com títulos inferiores ao limite indicativo de soroconversão (;0,05). A vacina anti-rábica Fuenzalida & Palacios induziu a resposta imune nos macacos-pregos, após revacinação com produção de anticorpos neutralizantes, iguais ou superiores a 0,5 UI/ml, porém, de curta duração; não constituindo assim, imunógeno apropriado para ser utilizado na rotina de imunização destes animais de difícil lide, mantidos em cativeiro.
Mostrar más [+] Menos [-]Biologic and immunologic characterization of rabies virus isolates of domestic animals from rabies endemic areas of Brazil | Caracterização de amostras do vírus rábico isoladas de animais domésticos oriundos de áreas endêmicas do Brasil
1995
Paulo Roberto de Oliveira | Fumio Honma Ito | José de Angelis Côrtes | Silvio Arruda Vasconcellos | Maria da Conceição Aparecida Macedo Souza
<p>Biologic and immunologic profiles of rabies virus isolates obtained from domestic animals of endemic areas were compared to the CVS rabies virus by means of mice inoculation, serum-neutralization test and by the fluorescent antibody technique (FA). The mean incubation period was 10.2 days, with a range of 4 and 23 days; the disease period was found with a mean period of 3.3 days with a range of 1 and 5 days; the overall value of pathogenicity was 96.5% (332/344) and clinical manifestations all resembled rabies. All rabies virus isolates have reacted specifically to FA test and they all revealed immunologic identity to the standard strain of the CVS virus through the serum-neutralization technique.</p> | <p>Trinta e cinco amostras do vírus da raiva, isoladas de material cerebral de animais domésticos procedentes de áreas endêmicas da doença no Brasil, foram estudadas objetivando determinar seu perfil biológico e sua identidade imunológica com a amostra clássica desse vírus. Os resultados ofereceram valores, induzidos pela inoculação intracerebral em camundongos, indistintos dos padrões existentes para a amostra clássica, com os seguintes resultados: período de incubação médio de 10,2 dias com extremos, nos valores individuais, mínimo de 4 dias e máximo de 23 dias; período clínico médio da doença de 3,3 dias com extremos, nos valores individuais, mínimo de 1 dia e máximo de 5 dias; patogenicidade global de 96,5% (adoecendo 332 dos 344 camundongos inoculados em todos os grupos) com extremos mínimo de 66,7% e máximo de 100%, e manifestações características da raiva. Todas as amostras estudadas reagiram especificamente à prova de imunofluorescência direta aplicada à raiva e apresentaram identidade imunológica com a estirpe clássica do vírus rábico, Sorotipo 1, revelada pela prova de soroneutralização em camundongos.</p>
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