A utopia camponesa de Chayanov e perspectivas contemporâneas de uma sociedade mais justa e ecológica
2025
Paulo Eduardo Moruzzi Marques | José Caio Quadrado Alves
Resumo Para o sociólogo Norbert Elias, a emergência do gênero literário utópico, inaugurado por Thomas More no século XVI, constitui um importante indício de transformação do mundo moderno. Desde então, as obras utópicas expressam um aumento crescente das reflexões sobre o papel do Estado. Trata-se de conceber um modelo de organização social fundamentado em princípios morais aceitos como legítimos. O pensamento de Alexander Chayanov é representativo dessas reflexões, ao idealizar uma utopia camponesa como perspectiva de mundo justo, com princípios precursores de justiça ecológica. Esse tipo de utopia anima, na contemporaneidade, escolhas e ações como aquelas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com vistas à democratização do acesso à terra. A concepção de assentamento “Comuna da Terra”, preconizada pelo MST no estado de São Paulo, apresenta muitos pontos de afinidade com a utopia de Chayanov. O estudo de casos dessa natureza é promissor para discutir a construção de orientações transformadoras no Brasil.
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